Enquanto os Estados Unidos defendem a imposição de sanções econômicas ao Irã, o governo brasileiro argumenta que a medida poderá "isolar" Teerã, dificultando as negociações.
As polêmicas na relação entre os dois países vão além, incluindo temas recentes como a recuperação do Haiti, a situação política de Honduras e retaliações comerciais.
De acordo com o Itamaraty, mesmo os assuntos "delicados" serão tratados em um clima de "total cortesia" entre a secretária Clinton e o chanceler Celso Amorim.
Entenda quais são os pontos de atrito entre Brasil e Estados Unidos:
Programa nuclear do Irã
Desde que o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, anunciou, em fevereiro, a ampliação de seu programa nuclear, os Estados Unidos passaram a defender a imposição de sanções econômicas a Teerã.
Um dos argumentos do governo americano é de que o Irã estaria "disfarçando" a construção de armamentos nucleares por meio de um programa nuclear supostamente pacífico.
Na avaliação do governo brasileiro, porém, a adoção de sanções econômicas ao Irã pode ter um resultado "negativo".
O chanceler Celso Amorim tem dito que essas "penalidades" podem acabar "isolando" o governo iraniano, dificultando as negociações. Para o ministro, a fase do diálogo "ainda não está encerrada".
Além disso, o Brasil defende que o Irã tem o direito de enriquecer urânio a 20%, limite ainda permitido pelo Tratado de Não-Proliferação Nuclear, assinado no âmbito das Nações Unidas.
Segundo Amorim, o Brasil "se preocupa" com as atividades nucleares no Irã, mas é preciso "respeitar" o direito do Irã de gerar a energia para fins pacíficos.
O governo americano confirmou que a secretária Clinton tentará convencer o governo brasileiro a mudar sua posição quanto às sanções.
Na semana passada, o secretário-assistente do governo americano para assuntos da América Latina, Arturo Valenzuela, disse que os Estados Unidos ficarão "desapontados" se o Brasil não usar sua influência para fazer com que o Irã cumpra suas obrigações internacionais.
Um dos argumentos do governo americano é de que o Irã estaria "disfarçando" a construção de armamentos nucleares por meio de um programa nuclear supostamente pacífico.
Na avaliação do governo brasileiro, porém, a adoção de sanções econômicas ao Irã pode ter um resultado "negativo".
O chanceler Celso Amorim tem dito que essas "penalidades" podem acabar "isolando" o governo iraniano, dificultando as negociações. Para o ministro, a fase do diálogo "ainda não está encerrada".
Além disso, o Brasil defende que o Irã tem o direito de enriquecer urânio a 20%, limite ainda permitido pelo Tratado de Não-Proliferação Nuclear, assinado no âmbito das Nações Unidas.
Segundo Amorim, o Brasil "se preocupa" com as atividades nucleares no Irã, mas é preciso "respeitar" o direito do Irã de gerar a energia para fins pacíficos.
O governo americano confirmou que a secretária Clinton tentará convencer o governo brasileiro a mudar sua posição quanto às sanções.
Na semana passada, o secretário-assistente do governo americano para assuntos da América Latina, Arturo Valenzuela, disse que os Estados Unidos ficarão "desapontados" se o Brasil não usar sua influência para fazer com que o Irã cumpra suas obrigações internacionais.
Bases militares na Colômbia
Um dos principais atritos entre Brasil e Estados Unidos, a instalação de bases militares americanas na Colômbia foi extremamente criticada pelo governo brasileiro.
Segundo o governo da Colômbia, o acordo com os Estados Unidos, que veio a público em julho passado, teria como objetivo facilitar as operações contra o terrorismo e a produção de drogas.
O governo brasileiro, no entanto, criticou a "falta de transparência" do acordo militar e pediu explicações tanto à Colômbia como aos Estados Unidos.
Um dos argumentos do Itamaraty era de que as bases aumentariam as "desconfianças" entre os países, contribuindo para um clima de "insegurança".
A preocupação acabou levando os 12 países da União das Nações Sul-Americanas (Unasul) a convocarem uma reunião extraordinária para discutir o assunto.
A ideia era pedir "garantias formais" tanto da Colômbia como dos Estados Unidos de que a operação militar ficaria limitada a questões do narcotráfico.
A secretária Hillary Clinton chegou a enviar uma carta a diversos países da região "garantindo" que não seriam atacados.
Segundo o governo da Colômbia, o acordo com os Estados Unidos, que veio a público em julho passado, teria como objetivo facilitar as operações contra o terrorismo e a produção de drogas.
O governo brasileiro, no entanto, criticou a "falta de transparência" do acordo militar e pediu explicações tanto à Colômbia como aos Estados Unidos.
Um dos argumentos do Itamaraty era de que as bases aumentariam as "desconfianças" entre os países, contribuindo para um clima de "insegurança".
A preocupação acabou levando os 12 países da União das Nações Sul-Americanas (Unasul) a convocarem uma reunião extraordinária para discutir o assunto.
A ideia era pedir "garantias formais" tanto da Colômbia como dos Estados Unidos de que a operação militar ficaria limitada a questões do narcotráfico.
A secretária Hillary Clinton chegou a enviar uma carta a diversos países da região "garantindo" que não seriam atacados.
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