Dom Jaime Vieira diz que Big Brother traz mensagem danosa à família Foto: Junot Lacet/DB/D.A Press
Representantes da Igreja Católica consideram que a atração fere os valores éticos e morais que regem a sociedade.
Que o Big Brother Brasil é um campeão de audiência e que fatura milhões ninguém tem dúvidas. No entanto, a mensagem disseminada pelo reality show tem levantado questionamentos por parte de segmentos da Igreja Católica. Alguns padres já chegaram a pedir para os fiéis durante as missas que desliguem seus aparelhos de TV no horário do programa durante o período da Quaresma. Tudo porque, na visão dos religiosos, o programa é um afronto aos valores éticos e morais, tornando-se um mal exemplo para ser visto pela juventude. As festas regadas ao consumo quase desenfreado do álcool; as cenas apimentadas, tramas, fofocas, e as brigas entre os participantes na disputa pela liderança fazem parte da rotina da casa. O vale tudo para se chegar a final e conquistar o "cobiçado" prêmio de R$ 1,5 milhão é que têm deixado os representantes da Igreja estarrecidos. A décima edição do programa estreou no dia 12 de janeiro e deve finalizar no próximo mês.
Em Campina Grande o padre José Assis Pereira, administrador da Paróquia de Nossa Senhora de Fátima pediu aos fiéis que frequentam as missas dominicais, para não assistirem ao reality show no período da Quaresma. Padre Assis pediu aos fiéis para aproveitar esse tempo de penitência que a Igreja propõe para fazer um jejum dos olhos, deixando de assisitir o Big Brother.
Sem querer polemizar com a emissora responsável pelo programa, padre Assis disse que o BBB passa uma mensagem muito destrutiva para os lares brasileiros, se constituindo em um péssimo modelo para a juventude. Segundo o padre, o programa apresentado por Pedro Bial, lança no lixo, os verdadeiros valores éticos morais que deveriam reger a sociedade. O programa que se constuiu em um jogo de sobrevivência na casa, tem incentivado segundo o religioso, a prostituição, o alcoolismo e outros males, indo assim de encontro aos valores morais. "Que modelo nós estamos transmitindo para os nossos jovens?", indagou.
Segundo padre Assis, o BBB é um dos programas mais lucrativos da televisão brasileira. Ele ressaltou que o reality show fatura mais do que o próprio Criança Esperança e outros programas beneficentes. Em noite de paredão, a audiência sobe e emissora fatura alto com as ligações dos telespectadores. "É um programa que fatura alto. Dá muito lucro", observou. Padre Assis destacou que não está fazendo nenhuma cruzada contra a televisão brasileira nem defendendo conceitos moralistas. Só está pregando que as famílias procurem "separar o joio do trigo", assistindo programas que realmente contribuam para o fortalecimento dos valores éticos."É uma programação em horário nobre que prejudica a formação das crianças com o aguçamento da sexualidade. Eu entendo que o sexo não é feio e é até necessário, mas precisamos entender que a realidade não é o BBB; a realidade é a falta de segurança, é a corrupção, a falta de saúde pública, as nossas crianças",Geni da Silva Trindade - 45 anos, dona de casa, residente no Alto Branco"No programa a mulher não tem valor, o homem não tem valor, existem distorções sobre a homossexualidade e eu não aprovo isso. Parece que tudo gira em torno do político, do econômico e do social. Eles apelam para ter audiência e, conseqüentemente, venderem seus produtos, mostrar força e angariar o interesse político. Eu estou com o padre Assis",Afonso de Melo - 45 anos, servidor, residente no sítio Serrotão, distrito de São José da Mata"Eu sou, inclusive, católico, mas acho que a Igreja não deve se meter na vontade das pessoas. Se o bem e o mal existem, cabe a cada um escolher. Eu não sou contra o BBB e acho que o padre está errado",Jader de Sá Lopes - 29 anos, residente na rua José Marinho Falcão, em Bodocongó.

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