
Não resta dúvida: a questão mais urgente da agenda da Oposição é a CPI da Petrobras. Desde que a CPI foi instalada no Senado, o governo do presidente Lula da Silva patrocinou inúmeras manobras para tentar esvaziar a investigação. A última é esta imposição absurda de regime de urgência para a tramitação das tais novas regras de exploração do pré-sal. Urgência para uma operação que só deverá ser realizada daqui a alguns anos, é isso? O que justifica este regime de urgência? O deputado Ronaldo Caiado (GO), líder da bancada democrata na Câmara, e o senador José Agripino (RN), líder do Senado, estão corretíssimos quando anunciam obstrução e avisam que não aceitarão urgência coisa nenhuma. Esta questão do pré-sal, aliás, é um carnaval tão fora de hora, um absurdo tão grande, que mais parece uma cortina de fumaça para desviar o assunto e impedir o trabalho da CPI. A verdade é que o governo está se pelando de medo da CPI. Seu maior receio é que a Oposição descubra o poço de corrupção que une o cofre da Petrobras e o caixa do PT. Para obstruir a CPI, o presidente da República e o governo contam com os aliados José Sarney (MA) e Renan Calheiros (AL). Nem esta dupla, no entanto, poderá livrar o governo Lula da responsabilidade pelas irregularidades e os negócios suspeitos na estatal. O que não falta ali, aliás, é negócio suspeito, uma vez que todos os contratos da Petrobras neste governo, rigoramente todos, foram feitos sem licitação.
Fonte:http://www.blogdemocrata.org.br/
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